A firma Planet 3 Studios Architecture Pvt. Ltd., de Mumbai, venceu uma competição internacional com um projeto para o Panoramic Hotel em Karnala, na Índia. O desenho em espiral obteve aprovação por sua capacidade de maximizar a vista dos hospedes para o luxurioso verde que integra um santuário de aves.
Embora o código de construção local restrinja a estrutura ao térreo e mais um piso, o desejo do cliente por uma propriedade que fosse um ícone combinando o melhor de um resort em formato disperso e um hotel monolítico, é possível prever de onde veio a inspiração para um design tão notável.
Irradiando de um núcleo central com restaurantes, spa, academia de ginástica, café, uma grande piscina e as suítes no nível superior, cinco ‘braços’ curvados se estendem através da paisagem com os quartos virados para fora nos dois andares. As varandas, mesmo conectadas a cada quarto, mantém a privacidade e uma vista única da área externa. A ‘pele’ do edifício foi projetada em persianas horizontais para moderar a força do sol no clima tropical. À noite, algumas destas persianas acenderam em cores sutis, sugerindo a impressão de que há lanternas mágicas flutuando no ar.
A combinação de espaços de convívio social amplos com ambientes que primam pela privacidade faz da casa de linhas retas à beira-mar em Ubatuba, litoral paulista, um reduto de paz para os moradores
POR PATRÍCIA LARSEN E CLÉA MARTINS FOTOS PEDRO VANNUCCHI
Como incentivar o convívio entre os familiares e ainda manter espaços que permitam a cada indivíduo momentos particulares. Uma das dúvidas mais comuns entre as famílias modernas esteve também presente no projeto dessa residência em Ubatuba, litoral Norte de São Paulo. “Tivemos bastante liberdade para trabalhar nesse projeto. O desejo do cliente era o de ter uma casa com amplas áreas de convívio, que oferecesse muita liberdade para seus filhos, mas que contasse ao mesmo tempo com uma área mais privativa para o casal”, explica Francisco Fanucci, do escritório Brasil Arquitetura.
Localizado em um condomínio fechado na Praia do Lázaro, o projeto teve a simplicidade como base, além da premissa de fazer com que a construção se harmonizasse com o local, entre o mar e uma das últimas faixas remanescentes de Mata Atlântica do País.
Os arquitetos optaram por fazer um desenho que dividisse a moradia em dois blocos. Um no qual foram desenhadas as áreas de grandes salas, cozinha e salão de jogos e o outro com quartos no pavimento de baixo para as crianças e uma área exclusiva para o casal no piso superior. Tudo interligado por uma laje que oferece sombra e dá à casa uma atmosfera acolhedora.
A organização da obra em dois blocos criou para todo o ambiente a sensação de espaços mais dinâmicos. “A linha do projeto segue uma tendência do próprio escritório, que opta por materiais simples e desenhos que proporcionam liberdade”, diz Fanucci. O terreno tem 350 m², com área construída de 250 m². Toda a estrutura foi elaborada em concreto.
Para oferecer uma climatização natural e de menor impacto ambiental, os arquitetos especificaram lajes planas com terraço-jardim, que ajudam no resfriamento da casa, evitando o uso de energia com ar condicionado. Além disso, a laje retém e filtra a água da chuva, que é devolvida para o lençol freático.
As grandes portas de madeira estilo persianas nos dois blocos da casa completam o pacote de climatização natural, pois permitem uma maior ventilação dos ambientes. Tal benefício também ajuda a aumentar a claridade dos cômodos e a evitar ainda a típica umidade das residências litorâneas.
A claridade, aliás, é aspecto chave do projeto, segundo Fanucci. Todas as janelas tipo venezianas foram desenvolvidas pelos arquitetos e fixadas na fachada. Com esquadro maior do que a abertura deixada nas paredes, ao serem abertas as janelas desaparecem do campo de visão de quem está dentro da casa – solução que proporciona aos cômodos onde foram instaladas uma sensação maior de amplitude e de proximidade à paisagem local.
No quarto de casal, as duas janelas permitem ter, de um lado, a vista do mar, e de outro, na lateral, parte da Mata Atlântica. Uma espaçosa varanda com vista para a floresta traz a escada de acesso à cobertura do outro bloco da casa, local escolhido pela família para banhos de sol.
Nenhum governante pretende prejudicar seus concidadãos ao tomar decisões; porém pode cometer equívocos, como os de Prestes Maia ao impermeabilizar os fundos de vale criando avenidas que deveriam ter sido colocadas na encosta para evitar inundações.
De modo análogo, aumentar as pistas da Marginal do Tiete, fruto de um exame meramente setorial (trânsito) , parece ser uma boa idéia para quem sofre os diários congestionamentos; quatro pistas a mais, mormente se, mediante pagamento de pedágio, reservarmos espaço para a circulação de quem mais pode, deve parecer, a estes, uma medida atraente. E, de qualquer modo, aumentar superfícies carroçáveis em cidade cujo sistema viário é insuficiente para os mais de 6 milhões de veículos que por ela circulam, constitui, em princípio, uma medida benéfica.
E, no entanto, apesar dos acertos em engenharia viária, creio tratar-se de oneroso equívoco urbanístico. O projeto vai além da execução de novas pistas e devemos avaliar suas conseqüências. Pretende-se implantar de 3-4 pistas novas, com um total de 10 em cada sentido, entre a ponte ferroviária próxima da Anhangüera e o Parque do Piqueri, construir 4 novas pontes para acesso à Marginal e uma sobre o Tamanduateí, estender o tabuleiro das pontes da Freguesia do O´, Limão, Casa Verde e Jânio Quadros, e criar passagem nova sob a Ponte das Bandeiras. O EIA analisado pela SVMA- Secretaria do Verde e Meio Ambiente não especifica se alguma faixa será pedagiada. Se o for, desconhecemos a solução viária dada para a entrada e saída na pista pedagiada a fim de evitar que, a seu final, a redução de pistas acarrete congestionamento. Mas há também a previsão de diversas correções de traçado, todas pertinentes e destinadas a um melhor desempenho de trânsito dos 750.000 veículos/dia.
Haverá, contudo, uma redução de 19 hectares de área atualmente permeável, com a perda de 116.235 mudas e sua compensação está sendo assim proposta: metade encaixada ao longo da Marginal (sic) e nos bairros limítrofes; o valor do restante financiará 80% da Estrada da Várzea projetada para a APA do Tietê. Em outros termos: esta região, a de mais alta temperatura no solo, será desprovida do que restava de vegetação e este fundo de vale não contará mais com sua pequena área permeável contígua.
Se, ao focalizarmos o problema do congestionamento da Marginal do Tiete, pensarmos na cidade como um todo, diria que o congestionamento naquela via poderia principalmente ser aliviado, além das medidas corretivas ora propostas, mediante: (a) a diminuição da quantidade e introdução de horários para caminhões em transito de passagem, cuja origem e destino, no entanto, ainda resta conhecer; (b) o projeto e construção urgente do ramo norte do anel viário e suas áreas de apoio logístico; (c) a obediência a outras ações estratégicas do Plano Diretor, constantes dos planos de sub-prefeituras da zona norte, tais como o pequeno túnel e outras ligações viárias ligando Santana e Tucuruvi a Vila Nova Cachoeirinha e Pirituba, obras estas que evitariam o que hoje ocorre: todos os veículos que demandam bairros vizinhos são obrigados a descer ate a Marginal, percorre-la e voltar a subir logo adiante.
Finalmente: (d) a construção das vias de suporte, paralelas à Marginal, mencionadas porém não incluídas nas obras da proposta em pauta; a saber, a da margem esquerda (sul) mediante a extensão para leste da Marques de São Vicente, utilizando vias existentes; e, do lado da margem direita (norte), construindo a via cuja diretriz foi estabelecida pela SEMPLA (hoje Secretaria de Desenvolvimento Urbano) desde a gestão do prefeito Covas, confirmada no Plano Diretor da gestão Marta Suplicy e que também obedecia á diretriz que em 1968 (!) propus à então COGEP, na gestão do prefeito Faria Lima. A via de suporte ao norte da Marginal ocuparia parcialmente uma área publica sob linha de transmissão e sua atual diretriz, segundo estudos realizados ao tempo da gestão Marta, se estende para leste até o córrego Cabuçu e poderia vincular-se à proposta da Operação Urbana Vila Maria – Campo de Marte, a uma linha de metrô e, acho eu, à futura entrada do TAV – Trem de Alta Velocidade. Trata-se portanto de um conjunto de medidas que enxergam a cidade como um todo, incluindo o problema do transito, porém sem o isolar.
Se quisermos abordar o problema do ponto de vista urbanístico, isto é da cidade, também deveríamos ser inspirados, no que ainda couber, pelo projeto do Parque Ecológico, elaborado por Burle Marx a pedido do governador Paulo Egídio (1975-79) e que ocupava área bem maior do que a hoje conhecida por esse nome; a saber: da ilha de Tamboré, em Osasco, ate Itaquaquecetuba. E a generosa, porem hoje de difícil implementação, proposta de parque, de Niemeyer, ao tempo da gestão de Jânio Quadros. Ambas ecoavam o projeto original de Saturnino de Brito (1926) que respeitava a várzea do Tietê como área pertencente a este rio, a ser urbanizada com cautela. E´ dentro dessa visão ampla, e respeitando diretrizes já debatidas, que deveriam ser abordados os problemas locais e setoriais, se quisermos diminuir o risco de equívocos.
O projeto em licitação considera, em um cenário para 2020, que as obras propostas ampliariam os benefícios de trânsito decorrentes da implantação do ramo norte do Rodoanel. Otimo.
Contudo, antes de empreender o vasto rol de investimentos dessas novas pistas, dever-se-ia discutir o seu custo ambiental, a fim de nos convencermos de que não se trata de um bem intencionado e caro equívoco urbanístico, passível de ser substituído por medidas outras, algumas até mencionadas na proposta, a fim de resolver em definitivo o problema de fluidez de trânsito que se procura atacar.
Caixas pré fabricadas em concreto baixo custo e rápida montagem, ideal para chalés em terrenos de campo ou mesmo para sua casa na cidade se você quer economizar e precisa rapidamente se mudar para o imóvel. A casa deste vídeo foi montada em 24 horas e já estava completamente finalizada em 10 dias… Incrível? Não tecnologia e inovação no ramo de construção civil.
Lógico estes modelos pré-fabricados tem modelos básicos, mas com uma boa conversa dá para colocar o seu dedo na construção.
É só o frio chegar e a imagem de um ambiente acolhedor, aquecido por uma bela lareira, logo vem à mente. Afinal, nada é mais gostoso do que curtir um vinho embalado pelo bate-papo com os amigos ou a família em torno do fogo. Veja cinco exemplos.
No meio do living
Antes mesmo de projetar a casa, os moradores já sabiam que uma lareira não poderia faltar. Afinal, o terreno fica numa cidade próxima a São Paulo, onde a temperatura é cerca de 3º C mais baixa do que na capital. Para aquecer e também criar um elemento marcante na área social, o arquiteto Waldir do Amaral instalou uma coifa poderosa entre a sala de estar e a de leitura. “Assim, ela serve também como um divisor de ambientes”, diz Waldir. Ao redor do fogo, uma grande área de apoio em balanço expõe objetos e livros.
Granito preto (DTL) reveste a base da lareira. A coifa, desenhada por Waldir, é de chapa de aço e leva pintura de alta temperatura (execução da Construflama). Tapete da By Kamy e pufe de feltro da Benedixt. Sobre a lareira, vaso da L
Detalhe clássico
Colecionador de arte, o morador desta casa procurou o designer de interiores Oscar Mikail logo que comprou o imóvel: ele queria imprimir um estilo mais clássico à sala de lareira, que abriga parte de seu acervo de obras. Oscar retirou, então, a moldura existente, de mármore travertino, e a substituiu por um frontão antigo de mármore carrara esculpido. Sobre a peça, um lugar de honra ficou reservado para uma pintura italiana do século 18. Moderna, a tela de proteção da lareira faz o contraponto.
O frontão entalhado foi comprado na loja Augusta 664. Ele sustenta copinhos com velas (Le Lis Blanc Casa). Sobre a mesa de vidro e aço (MTM), vaso de cristal da Grifes & Design com arranjo de Toioco Kamogawa. Poltrona de estilo anos 1940 da Vermeil.
Surpresa na estante
Além de ser o centro da casa, esta sala de estar serve também como a integração entre os dois jardins laterais. Projetado pelos arquitetos Sergio Kipnis e Marina Grinover para ser o ponto de encontro da família e dos amigos, o ambiente se tornou ainda mais acolhedor com a instalação da lareira. A atração fica por conta do local inusitado que ela ocupa – o meio da estante de alvenaria branca – e pela chapa metálica pintada de amarelo-ovo, que esconde a coifa.
A estrutura da lareira é um kit pré-fabricado (Construflama) que foi encaixado na alvenaria. À frente da coifa, a chapa metálica forma um colchão de ar que é aquecido quando a lareira está ligada. O ar quente sai pela fresta da chapa e também leva calor para o ambiente. Na estante, aquarela de Santuza Andrade e objetos da Benedixt. Sobre a mesa de centro, esculturas de Elaine Gomes (Monica Filgueiras Galeria).
Terraço quentinho
A varanda da casa sempre foi o espaço mais freqüentado pela família, mas, como era acanhada, os moradores pediramà arquiteta Clarissa Strauss que a ampliasse. O projeto incluiu a instalação de uma lareira para que eles possam aproveitar o espaço também nos dias frios. “Como a colocação de uma chaminé era impossível – acima do terraço, fica o quarto do casal -, optamos por um modelo a gás, que não libera fumaça”, diz Clarissa. A parte superior, que parece esconder a coifa, na verdade é apenas uma caixa de alvenaria.
Em sintonia com os acabamentos mais rústicos da varanda, escolheu-se o travertino romano bruto para revestir piso e lareira (Lesec Mármores e Granitos). O kit do modelo a gás (LCZ Lareiras) já vem com pedras vulcânicas, que emitem o calor. Banco de tronco de Hugo França e banqueta de couro da Casual Móveis
Ao lado dos livros
Ao empreender uma reforma completa na casa, os moradores incluíram o acalentado desejo de ter uma lareira na sala de estar. Responsável pelo projeto, a arquiteta Claudia Haguiara sugeriu colocá-la em meio à estante de livros para assim dar forma a um aconchegante canto de leitura. “O revestimento de cimento se harmoniza com a proposta contemporânea da casa, que leva materiais como vidro e madeira”, afirma Claudia. Para não causar mais interferências na estante, a chaminé fica do lado de fora.
O kit de lareira (Lazer & Cia.) fica oculto numa caixa de alvenaria, que ganhou um cimento especialmente desenvolvido para revestimento – o tipo polimérico, da NS Brazil. Nos dias em que a lareira não está sendo usada, Claudia sugere decorá-la com plantas que não precisam de muita luz nem água, como suculentas e cactos – arranjos do Atelier Alessandra Mitteldorf em vasos de Paula Almeida. Banqueta de madeira maciça da L
Esta estação de 5.600m², localizada no aeroporto de Lyon – Satolas, é parte da nova geração de instalações ferroviárias destinada a atender o desenvolvimento da rede de trens de alta velocidade ( TGV ) da França.As linhas de transporte ferroviário, aéreo, e rodoviário local agrupadas num único local, contribuem para a obtenção de um sistema particularmente eficiente.Com 120m de comprimento, 100m de largura e 40m de altura, este terminal de passageiros, inaugurado em 7 de julho de 1994, baseia-se numa estrutura central de aço de 1.300 toneladas.
O projeto, que sugere um pássaro em pleno vôo, lembra o terminal da TWA do Aeroporto John F. Kennedy, criada por Eero Saarinen (1957 / 62), mas a fantasia de Santiago Calatrava é muito mais espetacular, confirmando-o como um dos mais criativos arquitetos – engenheiros contemporâneos, na linha do italiano Pier Luigi Nervi. O complexo e sua ligação com o aeroporto, se visualizado em planta, assemelha – se também com uma manta raia, sendo estas referências ao mundo animal, típicas da obra de Calatrava.Por baixo do edifício principal, passam seis linhas de trem que terminam numa plataforma coberta de 500m de comprimento, também projetada por Calatrava. As vias centrais, previstas para os trens de alta velocidade, que circulam a mais de 300 Km/h, são protegidas por uma concha de concreto, que absorve as ondas de choque provocadas pela passagem do TGV, um sistema que exigiu um rigoroso cálculo da “onda expansiva”.
Esta estação de 5.600m², localizada no aeroporto de Lyon – Satolas, é parte da nova geração de instalações ferroviárias destinada a atender o desenvolvimento da rede de trens de alta velocidade ( TGV ) da França. As linhas de transporte ferroviário, aéreo, e rodoviário local agrupadas num único local, contribuem para a obtenção de um sistema particularmente eficiente.
Com 120m de comprimento, 100m de largura e 40m de altura, este terminal de passageiros, inaugurado em 7 de julho de 1994, baseia-se numa estrutura central de aço de 1.300 toneladas.
O projeto, que sugere um pássaro em pleno vôo, lembra o terminal da TWA do Aeroporto John F. Kennedy, criada por Eero Saarinen (1957 / 62), mas a fantasia de Santiago Calatrava é muito mais espetacular, confirmando-o como um dos mais criativos arquitetos – engenheiros contemporâneos, na linha do italiano Pier Luigi Nervi. O complexo e sua ligação com o aeroporto, se visualizado em planta, assemelha – se também com uma manta raia, sendo estas referências ao mundo animal, típicas da obra de Calatrava.
Por baixo do edifício principal, passam seis linhas de trem que terminam numa plataforma coberta de 500m de comprimento, também projetada por Calatrava. As vias centrais, previstas para os trens de alta velocidade, que circulam a mais de 300 Km/h, são protegidas por uma concha de concreto, que absorve as ondas de choque provocadas pela passagem do TGV, um sistema que exigiu um rigoroso cálculo da “onda expansiva”.
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Projeto
www.metalica.com.br, apud, Revista Taschen – Contemporary European Architects, Vol.III
Quem te vê não te conhece mais: arquitetura e cidade de Campina Grande em transformação (1930-1950)
Este trabalho de dissertação do nosso amigo Marcus Vinicius Dantas de Queiroz, já está disponível para download, o trabalho estuda a arquitetura e a cidade de Campina Grande ao longo do período 1930-1950.
Estuda as transformações no urbano e na arquitetura da cidade de Campina Grande, interior do Estado da Paraíba, entre os anos de 1930 e 1950. A partir de levantamento de fontes primárias, investiga como discursos e práticas de circulação nacional e internacional aportaram, repercutiram e foram apropriados no município.
O intuito é compreender como as investidas do poder público e da iniciativa privada, alicerçadas nos debates médicos e técnicos da época, romperam com formas anteriores de produção e uso da cidade e do edifício, instaurando novas estéticas, sensibilidades e rotinas para circular, habitar e gerenciar as necessidades do corpo. Inicialmente, analisa a cidade à luz dos 1930, como se configuraram sua modernidade e suas formas, usos, edifícios e infra-estrutura ao longo do tempo.
Em seguida, estuda como os discursos e as práticas higienistas ordenaram o cotidiano e os espaços da cidade, redefinindo suas apropriações e paisagens. Por fim, examina as ações que adaptaram a arquitetura e a antiga estrutura urbana campinense a novos padrões estéticos e de circulação viária.
Desde a aprovação do novo Plano Diretor de São Paulo, em 2002, com sua respectiva lei de zoneamento, muito tem sido escrito e falado a respeito: críticas acerbas, defesas calorosas, enfim, todo um debate sobre o texto de lei e seu conteúdo.
É chegado o momento de se proceder a uma análise não mais sobre textos, mas sim a respeito dos resultados obtidos com sua aplicação no período.
A experiência nesse período leva à conclusão de que falta à nova lei clareza e suficiência para torná-la inconteste. O texto, ao contrário, propicia interpretações dúbias e induz, muitas vezes, a conclusões discutíveis.
Não é de espantar que numa lei de dimensão e profundidade de nova lei do Plano Diretor/Lei do Uso do Solo apareçam esses tipos de problemas.
O que se deve fazer é trabalhar no sentido de corrigi-los, utilizando o mais tradicional e comprovado dos métodos, ou seja, à luz de experiências passadas e dos conhecimentos acumulados gradativamente.
É aí que, como diz o ditado, “a porca torce o rabo”.
Porque a nova lei representou um corte abrupto quanto à legislação anterior, o rompimento de um processo histórico, perdendo-se assim toda a cultura urbanística formatada ao longo de muitos anos. Cultura comum a todos aqueles que atuavam na área do projeto e da edificação e que, então, permitia um encaminhamento natural para a solução dos problemas.
As dúvidas surgidas quanto à nova lei foram encaradas inicialmente com perplexidade; substituída em seguida pelas “soluções” subjetivas, ou pior, pela procura desesperada do entendimento do texto escrito, abandonando assim as premissas urbanísticas pela “pseudointerpretação jurídica” desse texto, por mais esdrúxulos que fossem os resultados obtidos.
Evidentemente, nenhuma das duas alternativas satisfaz.
A urgente revisão da lei aparece portanto como uma necessidade absoluta. O problema é a posição de alguns segmentos da sociedade contrários a qualquer alteração, por temerem – diga-se de passagem, com certa razão – seja este o pretexto para introdução na lei de outros condicionamentos que fujam às premissas do interesse maior da cidade. Este, todavia, é um risco que temos de correr.
Principalmente numa cidade como São Paulo, onde o desenvolvimento urbano se faz de maneira irregular e sujeito a taxas ainda elevadas, criando situações difíceis e exigindo novas soluções a cada momento.
Uma legislação urbanística não pode ser estática, sob pena de se tornar rapidamente obsoleta, levando a situações insustentáveis, com prejuízos para toda coletividade. Essa foi uma má experiência que tivemos com a antiga lei e que levou à necessidade de uma reformulação e conseqüente edição da atual legislação.
Entender que a revisão do Plano Diretor é uma tentativa de desvirtuá-lo, representa apenas uma análise simplista e negativa, como negativos são os argumentos apresentados em sua defesa.
Planos devem acompanhar a dinâmica do urbanismo; negar isto é negar a realidade, é afundar a cabeça num buraco procurando nada ver, como fazem os avestruzes.
*Alberto Botti é arquiteto e sócio-fundador do escritório de arquitetura Botti Rubin, um dos mais tradicionais de São Paulo
Matéria veiculada em: 04/01/2010
A reformulação do Beira-Rio, estádio do Sport Club Internacional, vai além da modernização do complexo esportivo e prevê um plano urbanístico para o entorno. A primeira proposta está mais consolidada – a estrutura da cobertura, por exemplo, já passou por ensaios no túnel de vento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A revitalização, que já vinha sendo levada a cabo, aprofundou-se depois que a cidade passou a figurar na lista de candidatas a receber partidas da Copa do Mundo de 2014. Como sugere a Fifa, o estádio terá todas as suas arquibancadas cobertas. Os arquitetos recorreram a uma estrutura metálica (uma linha de pilares será implantada na parte externa do estádio) constituída em módulos, que evitará, segundo os autores, a interdição da edificação durante as obras.
Como em outras arenas da Copa, a de Porto Alegre será coberta por uma membrana de PTFE (politetrafluoretileno). Na borda interna dessa cobertura será montado o novo sistema de iluminação, além de dois telões. Para melhor acomodar o público, o projeto prevê a reconstrução da arquibancada inferior, com dimensões apropriadas para receber cadeiras em todos os lugares, e a eliminação do fosso existente, de modo a aproximar o público do campo de jogo. Novos corredores de circulação, bares e sanitários serão construídos embaixo dessa tribuna.
O projeto foi realizado por Fernando Balvedi, Gabriel Garcia e Maurício Santos (FAU/UFRGS, 2006, 2006 e 2007, respectivamente), jovens arquitetos do Hype Studio. Na proposta, o anel intermediário entre os dois níveis de arquibancada será completamente fechado por camarotes. Mais acima, na área onde atualmente existe a marquise, será inserido um espaço que os autores chamam de skyboxes – no total, serão 55 dessas caixas.
O museu dedicado ao clube (em fase final de construção), na parte sul do estádio, será conectado com a loja existente. No lado norte, será erguido um restaurante com vista para o campo. As instalações de serviços permitirão que os camarotes delas usufruam, informam os arquitetos.
Está prevista a completa abertura da circulação externa da arquibancada superior. Banheiros serão construídos junto das praças de alimentação, que receberão televisores de plasma. O atual portão 1 dará lugar a uma zona mista de 350 metros quadrados na qual ficará o acesso da imprensa e de onde se distriburá o fluxo para vestiários, centro de imprensa e sala de conferências para 120 pessoas, entre outros espaços. Os dois últimos são ambientes novos.
Na área externa, a proposta determina a construção de torres de circulação vertical, com elevadores e escadas. Com elas, amplia-se a disponibilidade de acessos do setor oeste, superior e camarotes; a arquibancada inferior, reconstruída, terá a quantidade de acessos ampliada de seis para 15. A capacidade final do estádio será de 60 mil pessoas, depois da Copa do Mundo. Durante o evento, como a Fifa exige reserva de assentos para a imprensa, esse número cai para aproximadamente 57 mil.
Texto de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 357 Novembro de 2009
Cada cidade tem suas maravilhas arquitetônicas, monumentos históricos, novos arranha-céus. Que obras de arquitectura faz a sua cidade favorita especial ?
Se você gosta de passar as suas férias em caminhadas através núcleos antigos da cidade e admirando a arquitetura em seguida, esta lista irá ajudá-lo muito.
A Listphotobia compilou algumas das cidades de melhor arquitetura do mundo. Se quiser você pode completar a lista na seção de comentário .
Florença, Itália
Florença é capital de arquitectura renascentista da Europa. Coisas que você deve ver são: Academia de Belas Artes, Museu de Arte da Câmara Municipal. As igrejas também são admiráveis. Um dos imperdíveis é definitivamente uma ponte medieval Ponte Vecchio.
Paris, França
Paris tem tudo a torre Eiffel, o Moulin Rouge. A cidade em si é como um museu gigante. ! A Catedral de Notre Dame, Louvre, Arco do Triunfo … Tome um longo período de férias para ver tudo!
Berlim, Alemanha
Cidade de Berlim, antiga casa é uma boa maneira de começar o passeio. Alguns outros são Sony Center, o Reichstag, o museu judaico e muitos outros. . Desde a queda do Muro, Berlim muitos de seus edifícios foram transformados . Há também os restos do Muro de ser visto.
Brasília, Brasil
A cidade é definida como uma contorno de cruz quando visto do ar. Foi declarada Património Mundial pela UNESCO. Coisas que valem uma visita: Catedral Basílica, Palácio de Alvorada, o complexo cultural da República.
Xangai, China
Você vai encontrar alguns dos maiores trabalhos de arte moderna. O prédio mais alto do Jin Mao Tower definitivamente vale a pena ver. Na Oriental Pearl Tower, não só você vai admirar o design do edifício, mas você pode ir às compras porque é um shopping center e um hotel.
. Atenas, Grécia
Tenho certeza de Atenas precisa apenas algumas palavras para ser dito sobre ele: a Acrópole, o Partenon, Academia de Atenas e um dos mais novos – o Estádio Olímpico de Atenas.
Barcelona, Espanha
Tire um tempo de férias para esta também: Parque Guell, Palau de la Musica Catalana, Hospital de Sant Pau, Expiatori Templo de la Sagrada Familia, a Torre de Montjuïc.
Dubai, Emirados Árabes
Aqui é sem limites ! . Eles realmente construíram o que eles imaginam lá. A cidade inteira é uma maravilha arquitetônica nem vale a pena citar um edifício, em particular. Mas devo dizer que não há muito tempo, tudo isso era apenas um deserto, e nada mais.
Roma, Itália
Você não vai ver a arquitetura moderna em Roma, vai ver o Coliseu, o Fórum Romano, a Capela Sistina, a Pantheon realmente faça isso! . Você também deve visitar o Vaticano.
Chicago, Illinois
O arranha-céu palavra foi cunhada em esta maravilha da arquitetura. Então, você pode entender porque eu recomendo visitá-lo. O Sears Tower é o edifício mais alto nos Estados Unidos.Também vale a pena ver o Millennium Park e Wrigley Building.